Cordel do Fogo Encantado quebra hiato de três anos no MIMO Festival; confira programação
- Cordel do Fogo Encantado

- 24 de out.
- 2 min de leitura

Após três anos longe dos palcos, a banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado faz seu retorno no MIMO Festival, em Olinda, nesta sexta-feira (12). A apresentação acontece no palco principal, na Praça do Carmo.
O festival também está fazendo um retorno após sete anos.
O grupo se reúne em sua formação original, com José Paes de Lira (voz e poesia), Clayton Barros (violão), Emerson Calado (bateria), Rafa Almeida e Nego Henrique (tambores).
'Palavras para Colorir o Céu'
O espetáculo leva o título "Palavras para Colorir o Céu" e marca uma "terceira temporada nos palcos" da trajetória da banda, fundada em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, nos anos 1990.
O show contará com duas músicas inéditas, além da participação especial da cantora Maria Flor. Segundo os integrantes, esta nova fase é marcada por "reflexões sobre os diálogos entre luz e som, poesia e desenho, forma e conteúdo".
"Usaremos muitas palavras nas projeções, que revelam e confirmam, na verdade, nosso compromisso de sempre com a literatura. Está no nome da banda: Cordel. Por isso assumimos e mergulhamos nessa investigação. Voltamos fazendo esse forte estudo com as palavras, sua forma e materialidade, textura e cor. O nome do show veio daí", explica Lirinha, que vem deixando para trás o diminutivo da estreia para assumir a nova alcunha de Lira.
Repertório
Para reencontrar o público e matar a saudade dos palcos do MIMO, o Cordel do Fogo Encantado preparou um repertório extenso, com mais de 20 canções. Entre elas, estão novidades e clássicos da carreira, como "Stanley", "Pra Cima Deles" e o hino sertanejo "Chover".
"Vamos trazer músicas desde o primeiro disco, passar por todos eles. Mas o foco agora é uma nova história, uma nova narrativa, que vai servir de fábrica para um futuro disco da banda. A gente sempre usou o palco e a relação com o público para construir novos capítulos. Sempre foi no palco que a gente amadureceu", afirma Lira.
"Muitas vezes, chegamos a levar músicas inacabadas para o palco. E, a partir do encontro com o palco e com o público, no processo do espetáculo, é que elas foram sendo germinadas e terminadas", acrescenta.


